Fora da caridade não há salvação
O de que precisa o Espírito para se salvar. Parábola do bom samaritano - O maior mandamento - Necessidade da caridade segundo S. Paulo - Fora da igreja não ha salvação. Fora da verdade não ha salvação - Instruções dos espíritos - Fora da caridade não há salvação
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O de que precisa o Espírito para ser salvo. Parábola do bom samaritano.
1. Ora, quando o filho do homem vier em sua majestade, acompanhado de todos os anjos, sentar-se-á no trono de sua glória; - reunidas diante dele todas as nações, separará uns dos outros, como o pastor separa dos bodes as ovelhas, - e colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.
Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino que vos foi preparado desde o princípio do mundo; - porquanto, tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; careci de teto e me hospedastes; - estive nu e me vestistes; achei-me doente e me visitastes; estive preso e me fostes ver.
Então, responder-lhe-ão os justos: Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? - Quando foi que te vimos sem teto e te hospedamos; ou despido e te vestimos? - E quando foi que te soubemos doente ou preso e fomos visitar-te? - O Rei lhes responderá: Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que o fizestes.
Dirá em seguida aos que estiverem à sua esquerda: Afastai-vos de mim, malditos; ide para o fogo eterno, que foi preparado para o diabo e seus anjos; - porquanto, tive fome e não me destes de comer, tive sede e não me destes de beber; precisei de teto e não me agasalhastes; estive sem roupa e não me vestistes; estive doente e no cárcere e não me visitastes.
Também eles replicarão: Senhor, quando foi que te vimos com fome e não te demos de comer, com sede e não te demos de beber, sem teto ou sem roupa, doente ou preso e não te assistimos? - Ele então lhes responderá: Em verdade vos digo: todas a vezes que faltastes com a assistência a um destes mais pequenos, deixastes de tê-la para comigo mesmo.
E esses irão para o suplício eterno, e os justos para a vida eterna. (S. MATEUS, cap. XXV, vv. 31 a 46.)
2. Então, levantando-se, disse-lhe um doutor da lei, para o tentar: Mestre, que preciso fazer para possuir a vida eterna? - Respondeu-lhe Jesus: Que é o que está escrito na lei? Que é o que lês nela? - Ele respondeu: Amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de todo o teu espírito, e a teu próximo como a ti mesmo. - Disse-lhe Jesus: Respondeste muito bem; faze isso e viverás.
Mas, o homem, querendo parecer que era um justo, diz a Jesus: Quem é o meu próximo? - Jesus, tomando a palavra, lhe diz:
Um homem, que descia de Jerusalém para Jericó, caiu em poder de ladrões, que o despojaram, cobriram de ferimentos e se foram, deixando-o semimorto. - Aconteceu em seguida que um sacerdote, descendo pelo mesmo caminho, o viu e passou adiante. -Um levita, que também veio àquele lugar, tendo-o observado, passou igualmente adiante. - Mas, um samaritano que viajava, chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto, foi tocado de compaixão. - Aproximou-se dele, deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou; depois, pondo-o no seu cavalo, levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. - No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro, dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais, eu te pagarei quando regressar.
Qual desses três te parece ter sido o próximo daquele que caíra em poder dos ladrões? - O doutor respondeu: Aquele que usou de misericórdia para com ele. - Então, vai, diz Jesus, e faze o mesmo. (S. LUCAS, cap. X, vv. 25 a 37.)
3. Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho. Em todos os seus ensinos, ele aponta essas duas virtudes como sendo as que conduzem à eterna felicidade: Bem-aventurados, disse, os pobres de espírito, isto é, os humildes, porque deles é o reino dos céus; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que quereríeis vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros. Humildade e caridade, eis o que não cessa de recomendar e o de que dá, ele próprio, o exemplo. Orgulho e egoísmo, eis o que não se cansa de combater. E não se limita a recomendar a caridade; põe-na claramente e em termos explícitos como condição absoluta da felicidade futura.
No quadro que traçou do juízo final, deve-se, como em muitas outras coisas, separar o que é apenas figura, alegoria. A homens como os a quem falava, ainda incapazes de compreender as questões puramente espirituais, tinha ele de apresentar imagens materiais chocantes e próprias a impressionar. Para melhor apreenderem o que dizia, tinha mesmo de não se afastar muito das idéias correntes, quanto à forma, reservando sempre ao porvir a verdadeira interpretação de suas palavras e dos pontos sobre os quais não podia explicar-se claramente. Mas, ao lado da parte acessória ou figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade reservada ao justo e da infelicidade que espera o mau.
Naquele julgamento supremo, quais os considerandos da sentença? Sobre que se baseia o libelo? Pergunta, porventura, o juiz se o inquirido preencheu tal ou qual formalidade, se observou mais ou menos tal ou qual prática exterior? Não; inquire tão-somente de uma coisa: se a caridade foi praticada, e se pronuncia assim: Passai à direita, vós que assististes os vossos irmãos; passai à esquerda, vós que fostes duros para com eles. Informa-se, por acaso, da ortodoxia da fé? Faz qualquer distinção entre o que crê de um modo e o que cru de outro'? Não, pois Jesus coloca o samaritano, considerado herético, mas que pratica o amor do próximo, acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas como a condição única. Se outras houvesse a serem preenchidas, ele as teria declinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e porque é a negação absoluta do orgulho e do egoísmo.
O mandamento maior
4. Mas, os fariseus, tendo sabido que ele tapara a boca aos saduceus, se reuniram; e um deles, que era doutor da lei, foi propor-lhe esta questão, para o tentar: -Mestre, qual o grande mandamento da lei? - Jesus lhe respondeu: Amarás o Senhor teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. - Esse o maior e o primeiro mandamento. - E aqui está o segundo, que é semelhante ao primeiro: Amarás o teu próximo, como a ti mesmo. - Toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos. (S. MATEUS, cap. XXII, vv. 34 a 40.)
5. Caridade e humildade, tal a senda única da salvação. Egoísmo e orgulho, tal a da perdição. Este princípio se acha formulado nos seguintes precisos termos: "Amarás a Deus de toda a tua alma e a teu próximo como a ti mesmo; toda a lei e os profetas se acham contidos nesses dois mandamentos." E, para que não haja equívoco sobre a interpretação do amor de Deus e do próximo, acrescenta: "E aqui está o segundo mandamento que é semelhante ao primeiro" , isto é, que não se pode verdadeiramente amar a Deus sem amar o próximo, nem amar o próximo sem amar a Deus. Logo, tudo o que se faça contra o próximo o mesmo é que fazê-lo contra Deus. Não podendo amar a Deus sem praticar a caridade para com o próximo, todos os deveres do homem se resumem nesta máxima: FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO.
Necessidade da caridade, segundo S. Paulo
6. Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; -ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.
A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.
Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)
7. De tal modo compreendeu S. Paulo essa grande verdade, que disse: Quando mesmo eu tivesse a linguagem dos anjos; quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios; quando tivesse toda a fé possível, até ao ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. Dentre estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade, a mais excelente é a caridade. Coloca assim, sem equívoco, a caridade acima até da fé. É que a caridade está ao alcance de toda gente: do ignorante, como do sábio, do rico, como do pobre, e independe de qualquer crença particular.
Faz mais: define a verdadeira caridade, mostra-a não só na beneficência, como também no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.
Fora da Igreja não há salvação. Fora da verdade não há salvação
8. Enquanto a máxima - Fora da caridade não há salvação - assenta num princípio universal e abre a todos os filhos de Deus acesso à suprema felicidade, o dogma - Fora da Igreja, não há salvação -se estriba, não na fé fundamental em Deus e na imortalidade da alma, fé comum a todas as religiões, porém numa fé especial, em dogmas particulares; é exclusivo e absoluto. Longe de unir os filhos de Deus, separa-os; em vez de incitá-los ao amor de seus irmãos, alimenta e sanciona a irritação entre sectários dos diferentes cultos que reciprocamente se consideram malditos na eternidade, embora sejam parentes e amigos esses sectários. Desprezando a grande lei de igualdade perante o túmulo, ele os afasta uns dos outros, até no campo do repouso. A máxima - Fora da caridade não há salvação consagra o princípio da igualdade perante Deus e da liberdade de consciência. Tendo-a por norma, todos os homens são irmãos e, qualquer que seja a maneira por que adorem o Criador, eles se estendem as mãos e oram uns pelos outros. Com o dogma - Fora da Igreja não há salvação, anatematizam-se e se perseguem reciprocamente, vivem como inimigos; o pai não pede pelo filho, nem o filho pelo pai, nem o amigo pelo amigo, desde que mutuamente se consideram condenados sem remissão. É, pois, um dogma essencialmente contrário aos ensinamentos do Cristo e à lei evangélica.
9. Fora da verdade não há salvação eqüivaleria ao Fora da Igreja não há salvação e seria igualmente exclusivo, porquanto nenhuma seita existe que não pretenda ter o privilégio da verdade. Que homem se pode vangloriar de a possuir integral, quando o âmbito dos conhecimentos incessantemente se alarga e todos os dias se retificam as idéias? A verdade absoluta é patrimônio unicamente de Espíritos da categoria mais elevada e a Humanidade terrena não poderia pretender possuí-la, porque não lhe é dado saber tudo. Ela somente pode aspirara uma verdade relativa e proporcionada ao seu adiantamento. Se Deus houvera feito da posse da verdade absoluta condição expressa da felicidade futura, teria proferido uma sentença de proscrição geral, ao passo que a caridade, mesmo na sua mais ampla acepção, podem todos praticá-la. O Espiritismo, de acordo com o Evangelho, admitindo a salvação para todos, independente de qualquer crença, contanto que a lei de Deus seja observada, não diz: Fora do Espiritismo não há salvação; e, como não pretende ensinar ainda toda a verdade, também não diz: Fora da verdade não há salvação, pois que esta máxima separaria em lugar de unir e perpetuaria os antagonismos.
INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS
Fora da caridade não há salvação
10. Meus filhos, na máxima: Fora da caridade não há salvação, estão encerrados os destinos dos homens, na Terra e no céu; na Terra, porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz; no céu, porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. Essa divisa é o facho celeste, a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida, encaminhando-o para a Terra da Promissão. Ela brilha no céu, como auréola santa, na fronte dos eleitos, e, na Terra, se acha gravada no coração daqueles a quem Jesus dirá: Passai à direita, benditos de meu Pai. Reconhecê-los-eis pelo perfume de caridade que espalham em torno de si Nada exprime com mais exatidão o pensamento de Jesus, nada resume tão bem os deveres do homem, como essa máxima de ordem divina. Não poderia o Espiritismo provar melhor a sua origem, do que apresentando-a como regra, por isso que é um reflexo do mais puro Cristianismo. Levando-a por guia, nunca o homem se transviará. Dedicai-vos, assim, meus amigos, a perscrutar-lhe o sentido profundo e as conseqüências, a descobrir-lhe, por vós mesmos, todas as aplicações. Submetei todas as vossas ações ao governo da caridade e a consciência vos responderá. Não só ela evitará que pratiqueis o mal, como também fará que pratiqueis o bem, porquanto uma virtude negativa não basta: é necessária uma virtude ativa. Para fazer-se o bem, mister sempre se torna a ação da vontade; para se não praticar o mal, basta as mais das vezes a inércia e a despreocupação.
Meus amigos, agradecei a Deus o haver permitido que pudésseis gozar a luz do Espiritismo. Não é que somente os que a possuem hajam de ser salvos; é que, ajudando-vos a compreender os ensinos do Cristo, ela vos faz melhores cristãos. Esforçai-vos, pois, para que os vossos irmãos, observando-vos, sejam induzidos a reconhecer que verdadeiro espírita e verdadeiro cristão são uma só e a mesma coisa, dado que todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, sem embargo da seita a que pertençam. Paulo, o apóstolo. (Paris, 1860.).253
sábado, 21 de junho de 2008
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Orai e Vigiai - Uma crônica.
Silvana bufou. O trânsito de sexta a tarde a irritava.
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Aliás, tudo a irritava. O calor, a chuva. O frio, a garoa. Como sempre, chegou em casa apressada. Thor, o cão labrador da família correu agradar sua dona, o rabo abanava de um lado a outro, ele estava feliz por revê-la.
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Silvana o ignorou, tinha pressa, vida de médium era assim. Perseverante e pontual. Disciplinada e dedicada. Não poderia atrasar-se. Entrou em casa ainda reclamando do trânsito.Banho , jantar leve, rua de novo. Era dia de reunião de desobsessão. Na rua da casa espírita, outra irritação. Não havia sequer uma vaga para que Silvana estacionasse o carro, teve que rodar dois quarteirões e voltar a pé. Parecia que tudo tentava impedi-la de chegar ao Centro.Passo apertado.
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Rosto franzido. Silvana algo mais irritada, cruza os umbrais da porta principal.
Antônio, o velho presidente do Centro a olha com doçura. Sabe que algo vai mal. A médium segue para a câmara de passe. Fechada. Tem gente lá dentro. Demora.
A hora passa. Mais uma irritação, ela quer trabalhar, quer ajudar, sabe que precisam dela ali, há anos trabalha nesse e noutros centros, há anos, pensa entrando na câmara. Um rápido autopasse, Ela também faz isso há anos, ela já sai automático. Encaminha-se apressada para a sala onde alguns trabalhadores já se encontram.
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Cumprimenta-os rapidamente. Lázaro, o doutrinador, Célia e Carla, médiuns de sustentação, Ana e Paula, passistas, César, o metido, e Onofre ,médiuns de desobsessão. Silvana se senta, um Pai Nosso desliza por sua mente.
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- Será que fechou o gás``. Santificado seja..`` Apagou as luzes ? O carro na rua, perigo...
Lázaro , o doutrinador apaga as luzes, desliza os olhos pela inquieta Silvana e lhe toca o ombro.
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- Célio, Onofre, hoje apenas vocês dois, há pouca gente. Silvana, Célia, Carla, vibrações.
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O rosto de Silvana arde. A irritação chega no auge, ela quase não se controla, se cala a custo.
Prece inicial, início das tarefas. O primeiro irmãozinho.
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-Bem-vindo , meu irmão- fala a voz serena de Lázaro.
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Sinta-se a vontade entre nós, fala ele com carinho O espírito , algo irônico começa a sorrir.
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- Adoro eles. Os que se acham intocáveis, infalíveis. Esses são os mais divertidos.
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- Mas o irmãozinho sabe que está no caminho errado.....
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- Eu não. Eu fui chamado.A arrogância e o orgulho deles me atrai. Essa soberbia de achar-se intocável, e não ser. Não admitir. Não pensar. Eu faço apenas o que eles me permitem, nada mais. Erra mais aquele que tem o conhecimento.
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- Mas você também possui o conhecimento.
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- Eu fui chamado, apenas isso. Posso deixá-los hoje, mas eles me chamarão amanhã. São pessoas de palavras e não pessoas de ações.
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Houve silêncio. Silvana sentiu o corpo se arrepiar. O coração parecia afogar-se em dor. A mente se esvaneceu e quando ela deu por si, a reunião havia terminado.
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No silêncio da sala, apenas a respiração de Silvana era percebida. Duas lágrimas rolaram pela face , agora, entristecida.
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- Orai e vigiai- falou Lázaro com a voz carinhosa de sempre.
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- Nós, os médiuns podemos ser alvo de muitos ataques se não mantivermos o equilíbrio, a fé e a vibração de amor. Não devemos nos orgulhar de nossa mediunidade e sim vigiar-nos sempre, para que ela não nos leve às quedas. Assim como o doente, os médiuns obsidiados necessitam do antídoto da dor. O amor.
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Quando o médium se desvia de seu verdadeiro caminho, mesmo não querendo, deixa uma porta aberta aos obsessores.
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- Orai e vigiai - repetiu Silvana lembrando-se que ela mesma se distanciara de seu principal objetivo quando passara a ver com orgulho e inveja, sua mediunidade.
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Sim, pensava ela no silêncio de suas lágrimas, aquele irmãozinho que viera obsidiava apenas os médiuns, poderia até mesmo tê-la obsidiado, se é que já não o estava fazendo. Silvana lembrou-se das discussões com os companheiros de seara, das irritações, da falta de controle, todos os sinais de uma perturbação para a qual ela insistia em fechar os olhos.
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- Eleve a vibração, ame e sobretudo vigie, para que nada de mal lhe aconteça - terminou Lázaro abraçando cada um de seus companheiros.
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Silvana deixou o centro mais calma naquela noite. Agora ela compreendia o que era deixar-se dominar pelo orgulho tolo da mediunidade, pela vaidade tola do trabalho. Mediunidade era amor, não medalhas para que colocasse no peito e bradasse aos povos. Era silêncio e resignação. O amor não era aquilo que ela vinha fazendo , era muito mais e somente agora ela compreendia que o antídoto para esse mal era o amor.
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Autora: Simone De Nardi
Fonte: http://www.geocities.com/jornalcem/
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Aliás, tudo a irritava. O calor, a chuva. O frio, a garoa. Como sempre, chegou em casa apressada. Thor, o cão labrador da família correu agradar sua dona, o rabo abanava de um lado a outro, ele estava feliz por revê-la.
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Silvana o ignorou, tinha pressa, vida de médium era assim. Perseverante e pontual. Disciplinada e dedicada. Não poderia atrasar-se. Entrou em casa ainda reclamando do trânsito.Banho , jantar leve, rua de novo. Era dia de reunião de desobsessão. Na rua da casa espírita, outra irritação. Não havia sequer uma vaga para que Silvana estacionasse o carro, teve que rodar dois quarteirões e voltar a pé. Parecia que tudo tentava impedi-la de chegar ao Centro.Passo apertado.
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Rosto franzido. Silvana algo mais irritada, cruza os umbrais da porta principal.
Antônio, o velho presidente do Centro a olha com doçura. Sabe que algo vai mal. A médium segue para a câmara de passe. Fechada. Tem gente lá dentro. Demora.
A hora passa. Mais uma irritação, ela quer trabalhar, quer ajudar, sabe que precisam dela ali, há anos trabalha nesse e noutros centros, há anos, pensa entrando na câmara. Um rápido autopasse, Ela também faz isso há anos, ela já sai automático. Encaminha-se apressada para a sala onde alguns trabalhadores já se encontram.
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Cumprimenta-os rapidamente. Lázaro, o doutrinador, Célia e Carla, médiuns de sustentação, Ana e Paula, passistas, César, o metido, e Onofre ,médiuns de desobsessão. Silvana se senta, um Pai Nosso desliza por sua mente.
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- Será que fechou o gás``. Santificado seja..`` Apagou as luzes ? O carro na rua, perigo...
Lázaro , o doutrinador apaga as luzes, desliza os olhos pela inquieta Silvana e lhe toca o ombro.
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- Célio, Onofre, hoje apenas vocês dois, há pouca gente. Silvana, Célia, Carla, vibrações.
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O rosto de Silvana arde. A irritação chega no auge, ela quase não se controla, se cala a custo.
Prece inicial, início das tarefas. O primeiro irmãozinho.
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-Bem-vindo , meu irmão- fala a voz serena de Lázaro.
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Sinta-se a vontade entre nós, fala ele com carinho O espírito , algo irônico começa a sorrir.
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- Adoro eles. Os que se acham intocáveis, infalíveis. Esses são os mais divertidos.
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- Mas o irmãozinho sabe que está no caminho errado.....
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- Eu não. Eu fui chamado.A arrogância e o orgulho deles me atrai. Essa soberbia de achar-se intocável, e não ser. Não admitir. Não pensar. Eu faço apenas o que eles me permitem, nada mais. Erra mais aquele que tem o conhecimento.
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- Mas você também possui o conhecimento.
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- Eu fui chamado, apenas isso. Posso deixá-los hoje, mas eles me chamarão amanhã. São pessoas de palavras e não pessoas de ações.
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Houve silêncio. Silvana sentiu o corpo se arrepiar. O coração parecia afogar-se em dor. A mente se esvaneceu e quando ela deu por si, a reunião havia terminado.
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No silêncio da sala, apenas a respiração de Silvana era percebida. Duas lágrimas rolaram pela face , agora, entristecida.
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- Orai e vigiai- falou Lázaro com a voz carinhosa de sempre.
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- Nós, os médiuns podemos ser alvo de muitos ataques se não mantivermos o equilíbrio, a fé e a vibração de amor. Não devemos nos orgulhar de nossa mediunidade e sim vigiar-nos sempre, para que ela não nos leve às quedas. Assim como o doente, os médiuns obsidiados necessitam do antídoto da dor. O amor.
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Quando o médium se desvia de seu verdadeiro caminho, mesmo não querendo, deixa uma porta aberta aos obsessores.
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- Orai e vigiai - repetiu Silvana lembrando-se que ela mesma se distanciara de seu principal objetivo quando passara a ver com orgulho e inveja, sua mediunidade.
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Sim, pensava ela no silêncio de suas lágrimas, aquele irmãozinho que viera obsidiava apenas os médiuns, poderia até mesmo tê-la obsidiado, se é que já não o estava fazendo. Silvana lembrou-se das discussões com os companheiros de seara, das irritações, da falta de controle, todos os sinais de uma perturbação para a qual ela insistia em fechar os olhos.
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- Eleve a vibração, ame e sobretudo vigie, para que nada de mal lhe aconteça - terminou Lázaro abraçando cada um de seus companheiros.
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Silvana deixou o centro mais calma naquela noite. Agora ela compreendia o que era deixar-se dominar pelo orgulho tolo da mediunidade, pela vaidade tola do trabalho. Mediunidade era amor, não medalhas para que colocasse no peito e bradasse aos povos. Era silêncio e resignação. O amor não era aquilo que ela vinha fazendo , era muito mais e somente agora ela compreendia que o antídoto para esse mal era o amor.
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Autora: Simone De Nardi
Fonte: http://www.geocities.com/jornalcem/
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Evangelho no Lar
PRINCIPAIS FINALIDADES
1º - Estudar o Evangelho à Luz da Doutrina Espirita, a qual possibilita compreendê-lo em "espirito e verdade", facilitando, assim, pautar nossas vidas segunda a vontade do Mestre.
2º - Criar em todos os lares o hábito salutar de reuniões evangélicas, para que despertem e acentuem o sentimento que deve existir em cada criatura.
3º - Pelo momento de paz e de compreensão que o Evangelho no Lar oferece, unir mais as criaturas, proporcionando-lhes uma vivência mais tranqüila.
4º - Tornar o Evangelho melhor compreendido, sentido e exemplificado, no lar e em todos os ambientes.
5º - Higienizar o lar pelos nossos pensamentos e sentimentos elevados permitindo assim, mais fácil influência dos Mensageiros do Bem.
6º - Ampliar o conhecimento literal e espiritual do Evangelho para oferecê-lo com maior segurança a outras criaturas.
7º - Facilitar no lar e fora dele o amparo necessário para enfrentar as dificuldades materiais e espirituais, mantendo, operantes, os princípios da oração e da vigilância...
8º - Elevar o padrão vibratório dos componentes do lar, a fim de que ajudem, com mais eficiência, o Plano Espiritual na obtenção de um mundo melhor.
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ROTEIRO PARA A REALIZAÇÃO DE " O EVANGELHO NO LAR "
Escolher um dia e uma hora por semana e convidar todos da família, senão puderem ou não quiserem participar, faremos sozinhos, só fisicamente, na certeza de que Jesus se fará presente através de seus mensageiros.
1º - Início da reunião: Prece simples e espontânea
2º - Leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo: Começar desde o Prefácio, lendo um item ou dois sempre em seqüência. Se houver crianças ou adolescentes, ver (Sugestões) no final do roteiro.
3º - Comentários sobre o texto lido: Devem ser breves, com participação de todos os presentes.
4º - Vibrar pela fraternidade, paz e equilíbrio a toda a humanidade; pelos governantes e os que trabalham na elaboração das leis; pela implantação e vivência do Evangelho em todos os lares;
Vibrar para o nosso lar, mentalizando paz, harmonia e saúde e muita luz. Disse Jesus: "Vós sois Luzes"
5º - Prece de encerramento: prece simples e espontânea. Para maiores detalhes, consultar os livros "Evangelho no Lar à Luz do Espiritismo" e "Experiências à Luz do Evangelho no Lar".
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SUGESTÕES
1º - Recomenda-se, depois do estudo de "O Evangelho Segundo o Espiritismo", a leitura de livros de autores idôneos que forneçam subsídios para os comentários evangélicos.
2º - Fazer vibrações especiais para casos concretos que preocupem os presentes e a sociedade.
3º - Embora a assistência do Plano Espiritual seja indispensável para o andamento normal do Evangelho no Lar, acautelar-se para não transformar a reunião em trabalho mediúnico. Mediunidade e a Assistência Espiritual devem, sempre que possível, ser praticadas em Centros Espíritas.
4º - Evitar comentários de desdouro às religiões e às pessoas, inclusive, as conversações menos edificantes.
5º - Não suspender a prática do "Evangelho no Lar" em virtude de visitas, passeios adiáveis ou acontecimentos fúteis.
6º - A duração da reunião deverá ser de trinta minutos, aproximadamente.
7º - Quanto às crianças, os pais Cristãos devem permitir e incentivar os seus filhos a participarem da reunião para que eles possam iniciar com segurança a nova experiência física. Permitir que eles façam comentários, perguntas e colaborem nas preces. Deve ser acrescentado livros de história infantil, despertando neles o interesse e o gosto pelo ensino de Jesus. Lembremo-nos: "Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais..." (Jesus – Marcos, 10:14)
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Por que ir à casa espírita?
A experiência nos demonstra que algumas pessoas comparecem ao Centro Espírita a procura de solução para tormentosos problemas pessoais, destacando-se, isoladamente ou em conjunto:
Enfermidades renitentes – Apesar de terem procurado inúmeros especialistas, realizados variados exames (onde nada é encontrado), tomado inúmeros medicamentos, mas os sintomas permanecem, são as “doenças fantasmas”.
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Desentendimentos no lar – Com discussões constantes entre cônjuges, pais e filhos, irmãos, parente em geral; e por mais que se esforcem, a harmonia aí não se instala.
Desentendimentos no lar – Com discussões constantes entre cônjuges, pais e filhos, irmãos, parente em geral; e por mais que se esforcem, a harmonia aí não se instala.
Tensão nervosa – Onde a pessoa já levanta nervosa e não sabe porque, irritação sem causa aparente.
Depressão – Com profundos sentimentos de baixa estima, desamor.
Dificuldades financeiras – Onde apesar de terem seus ganhos, o dinheiro parece sumir de suas mãos. Quando tudo parece que vai melhorar, aparecem gastos inesperados como: o carro que estraga, uma doença, um prejuízo nos negócios.
Frustrações profissionais – Desagrado com o trabalho que realizam; o local onde trabalham; os colegas a sua volta, ou se não tem trabalho também não conseguem emprego, embora as vagas existam, não são admitidos.
Insistentes idéias infelizes – Sentimentos de largar tudo para traz e ir embora sem rumo; abandonar a família; insatisfação geral com a vida; e em casos mais graves até idéias de suicídio.
Desenganos sentimentais – Constantes idéias de separações; e se está solitária incansável busca do parceiro ideal, que nunca aparece.
Desenganos sentimentais – Constantes idéias de separações; e se está solitária incansável busca do parceiro ideal, que nunca aparece.
Etc...
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Solução esta que já buscaram em outras crenças e até mesmo em consultórios médicos, sem contudo lograrem o êxito esperado, na sua ótica de visão.
Vêem então à Casa Espírita. Isto significa que o Centro Espírita é para muitos um hospital mágico, onde mentores espirituais podem realizar os mais variados prodígios em favor dos consulentes.
Semelhante situação é no mínimo extravagante, porquanto não se inspira nos postulados doutrinários. Não há nada, em Espiritismo, que sugira a idéia de que o intercâmbio com o plano espiritual é uma panacéia (remédio) infalível para os males humanos.
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Apesar desses irmãos infelizes desconhecerem o objetivo maior da Casa Espírita, esta os recebe de portas abertas e coloca-lhes a seus serviços todos os recursos de que dispõe, amparando, consolando e instruindo. (Lembrando que nas reuniões públicas não se fecha a porta em momento algum. Mesmo que alguém chegue atrasado, venha à Casa Espírita, se nos minutos finais da palestra, a pessoa escutar uma palavra que lhe toque verdadeiramente o coração, já será um grande passo em seu benefício).
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Muito mais que atender aos interesses da Terra, a Casa Espírita faz nossa iniciação nos ideais do Céu, mostrando-nos a estrutura e funcionamento das Leis Naturais, através da divulgação do espiritismo. Simultaneamente convoca-nos à sua observância como o único caminho para que nos libertemos de sentimentos inferiores como o egoísmo, a vaidade, o orgulho, geradores de todos os nossos infortúnios. Somente assim nos habilitaremos a viver felizes, contribuindo para a construção de um mundo melhor e uma sociedade mais feliz, com o empenho de nossa própria renovação.
Muito mais que atender aos interesses da Terra, a Casa Espírita faz nossa iniciação nos ideais do Céu, mostrando-nos a estrutura e funcionamento das Leis Naturais, através da divulgação do espiritismo. Simultaneamente convoca-nos à sua observância como o único caminho para que nos libertemos de sentimentos inferiores como o egoísmo, a vaidade, o orgulho, geradores de todos os nossos infortúnios. Somente assim nos habilitaremos a viver felizes, contribuindo para a construção de um mundo melhor e uma sociedade mais feliz, com o empenho de nossa própria renovação.
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O desconhecimento desses objetivos induz a alguns enganos lamentáveis, O principal deles relaciona-se com a famosa “consulta”, onde os freqüentadores querem conversar com os Espíritos, ouvir a promessa de decisiva intervenção ou receber a indicação de “poções” infalíveis em seu benefício.
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Pensando dessa maneira, poucos se vinculam ao Centro Espírita, que tomado à conta de hospital, é compreensível que os “pacientes” tendam a afastar-se atendendo a dois motivos:
melhoraram e consideram desnecessário continuar o tratamento;
ou não melhoraram e resolvem procurar ajuda em outro lugar, e ainda saem dizendo: “Eles não resolveram o meu problema”.
melhoraram e consideram desnecessário continuar o tratamento;
ou não melhoraram e resolvem procurar ajuda em outro lugar, e ainda saem dizendo: “Eles não resolveram o meu problema”.
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Devemos evitar que a atividade do Centro gire em torno de receituários e aconselhamentos espirituais, que podem amenizar determinados problemas mas jamais os resolvem, porquanto atacam efeitos sem remontar às causas.
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Se um alcoólatra procura o Centro porque está com uma crise hepática, pouco valerá cuidar apenas de seu fígado. E indispensável ajudá-lo a superar o vício.
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Se alguém é envolvido por Espíritos que o atormentam com idéias e sentimentos infelizes, será ocioso afastá-los simplesmente. Eles sempre retornarão. A providência fundamental é ajudar o obsidiado a modificar seu padrão vibratório com a assimilação de conhecimento renovador. Então ele próprio se libertará em definitivo.
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Certa feita uma senhora perguntou a Divaldo Pereira Franco, qual seria o método mais eficaz de se afastar os maus espíritos, ao que Divaldo respondeu com outra pergunta: “Porque afastá-los? Afaste-se você deles, mudando o seu padrão vibratório.”
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No Centro Espírita idôneo, não há manifestações mediúnicas nas reuniões públicas, mas ainda hoje muita gente confunde Espiritismo com manifestação dos Espíritos.
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Evidentemente, há ali os trabalhos práticos, em vários dias (é parte das atividades espíritas), mas privativamente, em pequenos grupos, dos quais participam companheiros que têm conhecimento do fenômeno mediúnico e da responsabilidade que envolve seu exercício. Muitos de nossos desajustes guardam sua origem no desconhecimento dos mecanismos que regem nossas relações com o mundo dos Espíritos.
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Bem! Algumas perguntas nos assomam aos lábios: Se a Casa Espírita não é um hospital do além, não nos receita remédios, não podemos falar com os espíritos ou nossos entes queridos, então por que ir à Casa Espírita?
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Resgatemos então os seus reais objetivos.
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Nas reuniões públicas são comentados “O Evangelho Segundo o Espiritismo” e “O Livro dos Espíritos”. O primeiro aborda o aspecto religioso da Doutrina Espírita. “Ué! Espiritismo é religião?” Sim! Mas uma religião diferente, sem cerimônias, sem ritos, sem rezas (onde o coração não participe). Seu objetivo não é de formalizar uma atitude religiosa com o comparecimento ao templo ou a adoção de determinada postura física, mas de renovar nossas concepções a respeito da comunhão com Deus. Devemos ser espíritas para nós mesmos e não para mostrarmos aos outros.
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Devemos procurar Deus no único lugar onde realmente o encontraremos - na intimidade de nosso coração. Com esse propósito Kardec comenta os ensinamentos de Jesus em sua essência - a moral evangélica - demonstrando ser indispensável que nos renovemos para o Bem.
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A fim de que nos sintamos estimulados a esse esforço temos em “O Livro dos Espíritos”, síntese filosófica da Doutrina, a resposta racional e lógica para os “porquês” da Vida. Por que estamos na Terra, por que sofremos, por que experimentamos frustrações, por que há tanta violência no Mundo, por que a enfermidade grassa, e muito mais, convidando-nos a desenvolver a capacidade de reflexão, no empenho de conhecermos a nós mesmos e o que nos compete fazer.
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As reuniões públicas do Centro Espírita devem ser tomadas à conta de uma iniciação espírita, onde participaremos de um banquete de luzes que enriquecem a existência. Para tanto é preciso superar a concepção distorcida e irreal do centro-hospital, com pleno entendimento de que ele é, acima de tudo, uma abençoada escola.
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Bem mas e se aparecer um desses irmãos equivocados? O que fazer? Devemos recebê-los de braços abertos, escutando-os, consolando e esclarecendo amorosamente, renovando-lhes o convite a buscarem uma casa espírita, fazendo-os ver que podem rumar para a cura da alma e também para cura do corpo.
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É aí que entra a nossa participação. O Espiritismo nos convida a todos que participamos do Movimento Espírita, (Seareiros, palestrantes, diretores, ouvintes) a realizar este nobre trabalho em favor dos irmãos angustiados.
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Antes de cogitar dos benefícios que o Centro Espírita pode nos oferecer, procuremos conhecer a Doutrina Espírita. Muita gente perde valiosas oportunidades de edificação por não atentar a essa necessidade.
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Leia e estude as obras básicas e as complementares. O livro espírita é precioso repositório de bênçãos que deve estar sempre ao alcance de nossa mão.
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Eleja os dias da semana em que comparecerá ao Centro Espírita, assumindo, perante si mesmo, compromissos de assiduidade e perseverança.
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Irmãos reticentes e ainda não convencidos poderão perguntar:
- Eu não posso estudar e aprender em casa sozinho? Pode.
- Sem ir à Casa Espírita, eu não posso ajudar aos necessitados no meu bairro? Evidente que sim.
- Ou em hospitais, orfanatos, asilos?...Resposta positiva.
- Eu não posso estudar e aprender em casa sozinho? Pode.
- Sem ir à Casa Espírita, eu não posso ajudar aos necessitados no meu bairro? Evidente que sim.
- Ou em hospitais, orfanatos, asilos?...Resposta positiva.
Então por que ir à casa Espírita?
- A Casa Espírita idônea, é um ambiente mais propício para encontrarmos a paz, o reconforto, compreensão, esclarecimentos.
- A Casa Espírita é o lugar onde espíritos iluminados, vem em missões de divulgação das Leis Naturais, bem como em atendimento aos sofredores dos dois planos da vida.
- Na Casa Espírita é onde irmãos encarnados dedicados (inspirados pelos mentores), buscam em pesquisas, nos passar a interpretação correta da mensagem do Cristo através de palestras edificantes.
- Na Casa Espírita, com a divulgação dos ensinos de Jesus, compreendemos aos poucos que seremos cada vez mais felizes quanto mais pautarmos a nossa caminhada de acordo com as Leis Naturais.
- Na Casa Espírita, devido à reunião dos trabalhadores do Cristo, a atmosfera espiritual está repleta de luzes e energias salutares que reorganizam as nossas forças.
- Na Casa Espírita, relembraremos os ideais cristãos, buscando sufocar as nossas imperfeições e elevarmos os nossos valores morais, gravados indeléveis em nossas consciências, por bondade do Criador.
O Espiritismo é uma doutrina libertadora e faz um bem enorme a quem se coloca sob sua orientação a serviço de Jesus.
Autor: João Batista Armani
Fonte: www.espirito.org.br
terça-feira, 17 de junho de 2008
Allan Kardec
Hyppolyte Leon Denizard Rivail (Allan Kardec), nasceu em 3 de outubro de 1804, em Lion, França. Ele era filho de um juiz, Jean Baptiste-Antoine Rivail, e sua mãe chamava-se Jeanne Louise Duhamel.
O professor Rivail fez em Lion os seus primeiros estudos e completou em seguida a sua bagagem escolar, em Yverdun (Suíça), com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se tornou um dos mais eminentes discípulos, colaborador inteligente e dedicado. Aplicou-se, de todo o coração, à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Muitíssimas vezes, quando Pestalozzi era chamado pelos governos, para fundar institutos semelhantes ao de Yverdun, confiava a Denizard Rivail o encargo de o substituir na direção da sua escola. Lingüista insigne, conhecia a fundo e falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol; conhecia também o holandês, e podia facilmente exprimir-se nesta língua. Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi autor de numerosas obras de educação, dentre as quais podemos citar:
- Plano Proposto para o Melhoramento da Instrução Pública (1828);
- Curso Teórico e Prático de Aritmética, segundo o método Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família (1829);
- Gramática Francesa Clássica (1831);
- Manual para Exames de Capacidade ; Soluções Racionais de Questões e problemas de Aritmética e Geometria (1846); - Catecismo Gramatical da Língua Francesa (1848);
- Programas de cursos Ordinários de Física, Química, Astronomia e Fisiologia, que professava no Liceu Polimático; Ditados normais dos exames da Prefeitura e da Sorbone, acompanhados de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849).
Além das obras didáticas, Rivail também fazia contabilidade de casas comerciais, passando então a ter uma vida tranqüila em termos monetários. Seu nome era conhecido e respeitado e muitas de suas obras foram adotadas pela Universidade de França. No mundo literário, conhece a culta professora Amélia Gabrielle Boudet, com quem contrai matrimônio, no dia 6 de fevereiro de 1832.
Em 1854, através de um amigo chamado Fortier, o professor Denizard ouve falar pela primeira vez sobre os fenômenos das mesas girantes, em moda nos salões europeus, desde a explosão dos fenômenos espíritas em 1848, na cidadezinha de Hydesville nos Estados Unidos, com as irmãs Fox. No ano seguinte, se interessou mais pelo assunto, pois soube tratar-se de intervenção dos Espíritos, informação dada pelo sr. Carlotti, seu amigo há 25 anos. Depois de algum tempo, em maio de 1855, ele foi convidado para participar de uma dessas reuniões, pelo Sr. Pâtier, um homem muito sério e instruído. O professor era um grande estudioso do magnetismo e aceitou participar, pensando tratar-se de fenômenos ligados ao assunto. Após algumas sessões, começou a questionar para descobrir uma resposta lógica que pudesse explicar o fato de objetos inertes emitirem mensagens inteligentes. Admirava-se com as manifestações, pois parecia-lhe que por detrás delas havia uma causa inteligente responsável pelos movimentos. Resolveu investigar, pois desconfiou que atrás daqueles fenômenos estava como que a revelação de uma nova lei.
As "forças invisíveis" que se manifestavam nas sessões de mesas falantes diziam que eram as almas de homens que já haviam vivido na Terra. O Codificador intrigava-se mais e mais. Num desses trabalhos, uma mensagem foi destinada especificamente a ele. Um Espírito chamado Verdade disse-lhe que tinha uma importante missão a desenvolver. Daria vida a uma nova doutrina filosófica, científica e religiosa. Kardec afirmou que não se achava um homem digno de uma tarefa de tal envergadura, mas que sendo o escolhido, tudo faria para desempenhar com sucesso as obrigações de que fora incumbido.
Allan Kardec iniciou sua observação e estudo dos fenômenos espíritas, com o entusiasmo próprio das criaturas amadurecidas e racionais, mas sua primeira atitude é a de ceticismo: "Eu crerei quando vir, e quando conseguirem provar-me que uma mesa dispõe de cérebro e nervos, e que pode se tornar sonâmbula; até que isso se dê, dêem-me a permissão de não enxergar nisso mais que um conto para provocar o sono".
Depois da estranheza e da descrença inicial, Rivail começa a cogitar seriamente na validade de tais fenômenos e continua em seus estudos e observações, mais e mais convencido da seriedade do que estava presenciando. Eis o que ele nos relata: "De repente encontrava-me no meio de um fato esdrúxulo, contrário, à primeira vista, às leis da natureza, ocorrendo em presença de pessoas honradas e dignas de fé. Mas a idéia de uma mesa falante ainda não cabia em minha mente".
O desenvolvimento da Codificação Espírita basicamente teve início na residência da família Baudin, no ano de 1855. Na casa havia duas moças que eram médiuns. Tratava-se de Julie e Caroline Baudin, de 14 e 16 anos, respectivamente. Através da "cesta-pião", um mecanismo parecido com as mesas girantes, Kardec fazia perguntas aos Espíritos desencarnados, que as respondiam por meio da escrita mediúnica. À medida que as perguntas do professor iam sendo respondidas, ele percebia que ali se desenhava o corpo de uma doutrina e se preparou para publicar o que mais tarde se transformou na primeira obra da Codificação Espírita.
A forma pela qual os Espíritos se comunicavam no princípio era através da cesta-pião que tinha um lápis em seu centro. As mãos das médiuns eram colocadas nas bordas, de forma que os movimentos involuntários, provocados pelos Espíritos, produzissem a escrita. Com o tempo, a cesta foi substituída pelas mãos dos médiuns, dando origem à conhecida psicografia. Das consultas feitas aos Espíritos, nasceu "O Livro dos Espíritos", lançado em 18 de abril de 1857, descortinando para o mundo todo um horizonte de possibilidades no campo do conhecimento.
A partir daí, Allan Kardec dedicou-se intensivamente ao trabalho de expansão e divulgação da Boa Nova. Viajou 693 léguas, visitou vinte cidades e assistiu mais de 50 reuniões doutrinárias de Espiritismo.
Pelo seu profundo e inexcedível amor ao bem e à verdade, Allan Kardec edificou para todo o sempre o maior monumento de sabedoria que a Humanidade poderia ambicionar, desvendando os grandes mistérios da vida, do destino e da dor, pela compreensão racional e positiva das múltiplas existências, tudo à luz meridiana dos postulados do Cristianismo.
Filho de pais católicos, Allan Kardec foi criado no Protestantismo, mas não abraçou nenhuma dessas religiões, preferindo situar-se na posição de livre pensador e homem de análise. Compungia-lhe a rigidez do dogma que o afastava das concepções religiosas. O excessivo simbolismo das teologias e ortodoxias, tornava-o incompatível com os princípios da fé cega.
Situado nessa posição, em face de uma vida intelectual absorvente, foi o homem de ponderação, de caráter ilibado e de saber profundo, despertado para o exame das manifestações das chamadas mesas girantes. A esse tempo o mundo estava voltado, em sua curiosidade, para os inúmeros fatos psíquicos que, por toda a parte, se registravam e que, pouco depois, culminaram no advento da altamente consoladora doutrina que recebeu o nome de Espiritismo, tendo como seu codificador, o educador emérito e imortal de Lyon.
O Espiritismo não era, entretanto, criação do homem e sim uma revelação divina à Humanidade para a defesa dos postulados legados pelo Rabi da Galiléia, numa quadra em que o materialismo avassalador conquistava as mais brilhantes inteligências e os cérebros proeminentes da Europa e das Américas.
A codificação da Doutrina Espírita colocou Kardec na galeria dos grandes missionários e benfeitores da Humanidade. A sua obra é um acontecimento tão extraordinário como a Revolução Francesa. Esta estabeleceu os direitos do homem dentro da sociedade, aquela instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe as chaves dos mistérios que assoberbavam os homens, dentre eles o problema da chamada morte, os quais até então não haviam sido equacionados pelas religiões. A missão do mestre, como havia sido prognosticada pelo Espírito de Verdade, era de escolhos e perigos, pois ela não seria apenas de codificar, mas principalmente de abalar e transformar a Humanidade. A missão foi-lhe tão árdua que, em nota de 1o. de janeiro de 1867, Kardec referia-se as ingratidões de amigos, a ódios de inimigos, a injúrias e a calúnias de elementos fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa.
O seu pseudônimo, Allan Kardec, tem a seguinte origem: Uma noite, o Espírito que se autodenominava Z, deu-lhe, por um médium, uma comunicação toda pessoal, na qual lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido em uma precedente existência, quando, ao tempo dos Druidas, viviam juntos nas Gálias. Ele se chamava, então, Allan Kardec, e, como a amizade que lhe havia votado só fazia aumentar, prometia-lhe esse Espírito secundá-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado, e que facilmente levaria a termo. No momento de publicar o Livro dos Espíritos, o autor ficou muito embaraçado em resolver como o assinaria, se com o seu nome -Denizard-Hippolyte-Léon Rivail, ou com um pseudônimo. Sendo o seu nome muito conhecido do mundo científico, em virtude dos seus trabalhos anteriores, e podendo originar uma confusão, talvez mesmo prejudicar o êxito do empreendimento, ele adotou o alvitre de o assinar com o nome de Allan Kardec, pseudônimo que adotou definitivamente.
Livros que escreveu :
O Livro dos Espíritos (1857)
O que é o Espiritismo (1959)
O Livro dos Médiuns (1861)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)
O Céu e o Inferno (1865)
A Gênese (1868)
Obras Póstumas (1890)
Em 1º de Janeiro de 1858 o missionário lionês publicou o primeiro número da Revista Espírita, que serviu como poderoso auxiliar para o desenvolvimento de seus trabalhos, trabalho que desenvolveu sem interrupção por 12 anos, até sua morte. Deve figurar na sua relação de obras, não só por ter estado sob sua direção até 1869, como também porque as suas páginas expressam o pensamento e a ação do Codificador do Espiritismo.
Em 1º de abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas - SPEE, que tinha por objetivo o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas.
De 1855 a 1869, Allan Kardec consagrou sua existência ao Espiritismo. Sob a assistência dos Espíritos Superiores, representando o Espírito de Verdade, estabeleceu a Doutrina Espírita e trouxe aos homens o Consolador Prometido.
O Codificador desencarnou em Paris, no dia 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade. Em seu tumulo está escrito : "Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei. "
Frases de Kardec
"Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade."
"Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei."
"Todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente; a potência de uma causa está na razão da grandeza do efeito."
"Sejam quais forem os prodigios realizados pela inteligência humana, esta inteligência tem também uma causa primária. É a inteligência superior a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome pelo qual o homem a designe."
"Reconhece-se a qualidade dos Espíritos pela sua linguagem; a dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradições; respira a sabedoria, a benevolência, a modéstia e a moral mais pura; é concisa e sem palavras inúteis. Nos Espíritos inferiores, ignorantes, ou orgulhosos, o vazio das idéias é quase sempre compensado pela abundância de palavras. Todo pensamento evidentemente falso, toda máxima contrária à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, trivial ou simplesmente frívola, enfim, toda marca de malevolência, de presunção ou de arrogância, são sinais incontestáveis de inferioridade num Espírito."
"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações"
"Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ela a aceitará."
"Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons espíritos; estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados. A Terra deixará, então, de ser um mundo expiatório e os homens não sofrerão mais as misérias decorrentes das suas imperfeições."
"Onde quer que as minhas obras penetraram e servem de guia, o Espiritismo é visto sob o seu verdadeiro aspecto, isto é, sob um caráter exclusivamente moral"
"Pelo espiritismo a humanidade deve entrar em uma nova fase, a do progresso moral, que é a sua consequência inevitável".
"Antes de fazer a coisa para os homens, é preciso formar os homens para a coisa, como se formam obreiros, antes de lhes confiar um trabalho. Antes de construir, é preciso que nos certifiquemos da solidez dos materiais. Aqui os materiais sólidos são os homens de coração, de devotamento e abnegação".
(Textos compilados das seguintes publicações: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Allan Kardec; "O Livro dos Espíritos" - Allan Kardec, "O L:ivro dos Médiuns" - Allan Kardec ; "A Gênese" - Allan Kardec; "O Céu e o inferno" - Allan Kardec; "Obras Póstumas" - Allan Kardec; "Revista Espírita" - Allan Kardec; Espiritismo para Iniciantes- Grupo Espírita Bezerra de Menezes; "O que é o Espiritismo" - Biografia de Henri Sausse; "Allan Kardec Vol 1" - Zêus Wantuil e Francisco Thiesen).
FONTE: Federação Espírita Catarinense
O professor Rivail fez em Lion os seus primeiros estudos e completou em seguida a sua bagagem escolar, em Yverdun (Suíça), com o célebre professor Pestalozzi, de quem cedo se tornou um dos mais eminentes discípulos, colaborador inteligente e dedicado. Aplicou-se, de todo o coração, à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Muitíssimas vezes, quando Pestalozzi era chamado pelos governos, para fundar institutos semelhantes ao de Yverdun, confiava a Denizard Rivail o encargo de o substituir na direção da sua escola. Lingüista insigne, conhecia a fundo e falava corretamente o alemão, o inglês, o italiano e o espanhol; conhecia também o holandês, e podia facilmente exprimir-se nesta língua. Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi autor de numerosas obras de educação, dentre as quais podemos citar:
- Plano Proposto para o Melhoramento da Instrução Pública (1828);
- Curso Teórico e Prático de Aritmética, segundo o método Pestalozzi, para uso dos professores e mães de família (1829);
- Gramática Francesa Clássica (1831);
- Manual para Exames de Capacidade ; Soluções Racionais de Questões e problemas de Aritmética e Geometria (1846); - Catecismo Gramatical da Língua Francesa (1848);
- Programas de cursos Ordinários de Física, Química, Astronomia e Fisiologia, que professava no Liceu Polimático; Ditados normais dos exames da Prefeitura e da Sorbone, acompanhados de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849).
Além das obras didáticas, Rivail também fazia contabilidade de casas comerciais, passando então a ter uma vida tranqüila em termos monetários. Seu nome era conhecido e respeitado e muitas de suas obras foram adotadas pela Universidade de França. No mundo literário, conhece a culta professora Amélia Gabrielle Boudet, com quem contrai matrimônio, no dia 6 de fevereiro de 1832.
Em 1854, através de um amigo chamado Fortier, o professor Denizard ouve falar pela primeira vez sobre os fenômenos das mesas girantes, em moda nos salões europeus, desde a explosão dos fenômenos espíritas em 1848, na cidadezinha de Hydesville nos Estados Unidos, com as irmãs Fox. No ano seguinte, se interessou mais pelo assunto, pois soube tratar-se de intervenção dos Espíritos, informação dada pelo sr. Carlotti, seu amigo há 25 anos. Depois de algum tempo, em maio de 1855, ele foi convidado para participar de uma dessas reuniões, pelo Sr. Pâtier, um homem muito sério e instruído. O professor era um grande estudioso do magnetismo e aceitou participar, pensando tratar-se de fenômenos ligados ao assunto. Após algumas sessões, começou a questionar para descobrir uma resposta lógica que pudesse explicar o fato de objetos inertes emitirem mensagens inteligentes. Admirava-se com as manifestações, pois parecia-lhe que por detrás delas havia uma causa inteligente responsável pelos movimentos. Resolveu investigar, pois desconfiou que atrás daqueles fenômenos estava como que a revelação de uma nova lei.
As "forças invisíveis" que se manifestavam nas sessões de mesas falantes diziam que eram as almas de homens que já haviam vivido na Terra. O Codificador intrigava-se mais e mais. Num desses trabalhos, uma mensagem foi destinada especificamente a ele. Um Espírito chamado Verdade disse-lhe que tinha uma importante missão a desenvolver. Daria vida a uma nova doutrina filosófica, científica e religiosa. Kardec afirmou que não se achava um homem digno de uma tarefa de tal envergadura, mas que sendo o escolhido, tudo faria para desempenhar com sucesso as obrigações de que fora incumbido.
Allan Kardec iniciou sua observação e estudo dos fenômenos espíritas, com o entusiasmo próprio das criaturas amadurecidas e racionais, mas sua primeira atitude é a de ceticismo: "Eu crerei quando vir, e quando conseguirem provar-me que uma mesa dispõe de cérebro e nervos, e que pode se tornar sonâmbula; até que isso se dê, dêem-me a permissão de não enxergar nisso mais que um conto para provocar o sono".
Depois da estranheza e da descrença inicial, Rivail começa a cogitar seriamente na validade de tais fenômenos e continua em seus estudos e observações, mais e mais convencido da seriedade do que estava presenciando. Eis o que ele nos relata: "De repente encontrava-me no meio de um fato esdrúxulo, contrário, à primeira vista, às leis da natureza, ocorrendo em presença de pessoas honradas e dignas de fé. Mas a idéia de uma mesa falante ainda não cabia em minha mente".
O desenvolvimento da Codificação Espírita basicamente teve início na residência da família Baudin, no ano de 1855. Na casa havia duas moças que eram médiuns. Tratava-se de Julie e Caroline Baudin, de 14 e 16 anos, respectivamente. Através da "cesta-pião", um mecanismo parecido com as mesas girantes, Kardec fazia perguntas aos Espíritos desencarnados, que as respondiam por meio da escrita mediúnica. À medida que as perguntas do professor iam sendo respondidas, ele percebia que ali se desenhava o corpo de uma doutrina e se preparou para publicar o que mais tarde se transformou na primeira obra da Codificação Espírita.
A forma pela qual os Espíritos se comunicavam no princípio era através da cesta-pião que tinha um lápis em seu centro. As mãos das médiuns eram colocadas nas bordas, de forma que os movimentos involuntários, provocados pelos Espíritos, produzissem a escrita. Com o tempo, a cesta foi substituída pelas mãos dos médiuns, dando origem à conhecida psicografia. Das consultas feitas aos Espíritos, nasceu "O Livro dos Espíritos", lançado em 18 de abril de 1857, descortinando para o mundo todo um horizonte de possibilidades no campo do conhecimento.
A partir daí, Allan Kardec dedicou-se intensivamente ao trabalho de expansão e divulgação da Boa Nova. Viajou 693 léguas, visitou vinte cidades e assistiu mais de 50 reuniões doutrinárias de Espiritismo.
Pelo seu profundo e inexcedível amor ao bem e à verdade, Allan Kardec edificou para todo o sempre o maior monumento de sabedoria que a Humanidade poderia ambicionar, desvendando os grandes mistérios da vida, do destino e da dor, pela compreensão racional e positiva das múltiplas existências, tudo à luz meridiana dos postulados do Cristianismo.
Filho de pais católicos, Allan Kardec foi criado no Protestantismo, mas não abraçou nenhuma dessas religiões, preferindo situar-se na posição de livre pensador e homem de análise. Compungia-lhe a rigidez do dogma que o afastava das concepções religiosas. O excessivo simbolismo das teologias e ortodoxias, tornava-o incompatível com os princípios da fé cega.
Situado nessa posição, em face de uma vida intelectual absorvente, foi o homem de ponderação, de caráter ilibado e de saber profundo, despertado para o exame das manifestações das chamadas mesas girantes. A esse tempo o mundo estava voltado, em sua curiosidade, para os inúmeros fatos psíquicos que, por toda a parte, se registravam e que, pouco depois, culminaram no advento da altamente consoladora doutrina que recebeu o nome de Espiritismo, tendo como seu codificador, o educador emérito e imortal de Lyon.
O Espiritismo não era, entretanto, criação do homem e sim uma revelação divina à Humanidade para a defesa dos postulados legados pelo Rabi da Galiléia, numa quadra em que o materialismo avassalador conquistava as mais brilhantes inteligências e os cérebros proeminentes da Europa e das Américas.
A codificação da Doutrina Espírita colocou Kardec na galeria dos grandes missionários e benfeitores da Humanidade. A sua obra é um acontecimento tão extraordinário como a Revolução Francesa. Esta estabeleceu os direitos do homem dentro da sociedade, aquela instituiu os liames do homem com o universo, deu-lhe as chaves dos mistérios que assoberbavam os homens, dentre eles o problema da chamada morte, os quais até então não haviam sido equacionados pelas religiões. A missão do mestre, como havia sido prognosticada pelo Espírito de Verdade, era de escolhos e perigos, pois ela não seria apenas de codificar, mas principalmente de abalar e transformar a Humanidade. A missão foi-lhe tão árdua que, em nota de 1o. de janeiro de 1867, Kardec referia-se as ingratidões de amigos, a ódios de inimigos, a injúrias e a calúnias de elementos fanatizados. Entretanto, ele jamais esmoreceu diante da tarefa.
O seu pseudônimo, Allan Kardec, tem a seguinte origem: Uma noite, o Espírito que se autodenominava Z, deu-lhe, por um médium, uma comunicação toda pessoal, na qual lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido em uma precedente existência, quando, ao tempo dos Druidas, viviam juntos nas Gálias. Ele se chamava, então, Allan Kardec, e, como a amizade que lhe havia votado só fazia aumentar, prometia-lhe esse Espírito secundá-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado, e que facilmente levaria a termo. No momento de publicar o Livro dos Espíritos, o autor ficou muito embaraçado em resolver como o assinaria, se com o seu nome -Denizard-Hippolyte-Léon Rivail, ou com um pseudônimo. Sendo o seu nome muito conhecido do mundo científico, em virtude dos seus trabalhos anteriores, e podendo originar uma confusão, talvez mesmo prejudicar o êxito do empreendimento, ele adotou o alvitre de o assinar com o nome de Allan Kardec, pseudônimo que adotou definitivamente.
Livros que escreveu :
O Livro dos Espíritos (1857)
O que é o Espiritismo (1959)
O Livro dos Médiuns (1861)
O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864)
O Céu e o Inferno (1865)
A Gênese (1868)
Obras Póstumas (1890)
Em 1º de Janeiro de 1858 o missionário lionês publicou o primeiro número da Revista Espírita, que serviu como poderoso auxiliar para o desenvolvimento de seus trabalhos, trabalho que desenvolveu sem interrupção por 12 anos, até sua morte. Deve figurar na sua relação de obras, não só por ter estado sob sua direção até 1869, como também porque as suas páginas expressam o pensamento e a ação do Codificador do Espiritismo.
Em 1º de abril de 1858, Allan Kardec fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas - SPEE, que tinha por objetivo o estudo de todos os fenômenos relativos às manifestações espíritas e suas aplicações às ciências morais, físicas, históricas e psicológicas.
De 1855 a 1869, Allan Kardec consagrou sua existência ao Espiritismo. Sob a assistência dos Espíritos Superiores, representando o Espírito de Verdade, estabeleceu a Doutrina Espírita e trouxe aos homens o Consolador Prometido.
O Codificador desencarnou em Paris, no dia 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade. Em seu tumulo está escrito : "Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei. "
Frases de Kardec
"Fé inabalável é somente aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da humanidade."
"Nascer, Morrer, Renascer ainda e Progredir sem cessar, tal é a Lei."
"Todo efeito tem uma causa; todo efeito inteligente tem uma causa inteligente; a potência de uma causa está na razão da grandeza do efeito."
"Sejam quais forem os prodigios realizados pela inteligência humana, esta inteligência tem também uma causa primária. É a inteligência superior a causa primária de todas as coisas, qualquer que seja o nome pelo qual o homem a designe."
"Reconhece-se a qualidade dos Espíritos pela sua linguagem; a dos Espíritos verdadeiramente bons e superiores é sempre digna, nobre, lógica, isenta de contradições; respira a sabedoria, a benevolência, a modéstia e a moral mais pura; é concisa e sem palavras inúteis. Nos Espíritos inferiores, ignorantes, ou orgulhosos, o vazio das idéias é quase sempre compensado pela abundância de palavras. Todo pensamento evidentemente falso, toda máxima contrária à sã moral, todo conselho ridículo, toda expressão grosseira, trivial ou simplesmente frívola, enfim, toda marca de malevolência, de presunção ou de arrogância, são sinais incontestáveis de inferioridade num Espírito."
"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar as suas más inclinações"
"Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ela a aceitará."
"Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons espíritos; estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados. A Terra deixará, então, de ser um mundo expiatório e os homens não sofrerão mais as misérias decorrentes das suas imperfeições."
"Onde quer que as minhas obras penetraram e servem de guia, o Espiritismo é visto sob o seu verdadeiro aspecto, isto é, sob um caráter exclusivamente moral"
"Pelo espiritismo a humanidade deve entrar em uma nova fase, a do progresso moral, que é a sua consequência inevitável".
"Antes de fazer a coisa para os homens, é preciso formar os homens para a coisa, como se formam obreiros, antes de lhes confiar um trabalho. Antes de construir, é preciso que nos certifiquemos da solidez dos materiais. Aqui os materiais sólidos são os homens de coração, de devotamento e abnegação".
(Textos compilados das seguintes publicações: "O Evangelho Segundo o Espiritismo" - Allan Kardec; "O Livro dos Espíritos" - Allan Kardec, "O L:ivro dos Médiuns" - Allan Kardec ; "A Gênese" - Allan Kardec; "O Céu e o inferno" - Allan Kardec; "Obras Póstumas" - Allan Kardec; "Revista Espírita" - Allan Kardec; Espiritismo para Iniciantes- Grupo Espírita Bezerra de Menezes; "O que é o Espiritismo" - Biografia de Henri Sausse; "Allan Kardec Vol 1" - Zêus Wantuil e Francisco Thiesen).
FONTE: Federação Espírita Catarinense
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Mensagem da Semana
A Bênção do Trabalho
É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos. Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.
Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.
Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.
O trabalho é uma instituição de Deus.
SENDA DE PERFEIÇÃO
Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.
* * *
Meimei
(Mensagem do livro "Pai Nosso", recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier - Edição FEB.)
É pela bênção do trabalho que podemos esquecer os pensamentos que nos perturbam, olvidar os assuntos amargos, servindo ao próximo, no enriquecimento de nós mesmos. Com o trabalho, melhoramos nossa casa e engrandecemos o trecho de terra onde a Providência Divina nos situou.
Ocupando a mente, o coração e os braços nas tarefas do bem, exemplificamos a verdadeira fraternidade e adquirimos o tesouro da simpatia, com o qual angariaremos o respeito e a cooperação dos outros.
Quem não sabe ser útil não corresponde à Bondade do Céu, não atende aos seus justos deveres para com a humanidade e nem retribui a dignidade da pátria amorosa que lhe serve de mãe.
O trabalho é uma instituição de Deus.
SENDA DE PERFEIÇÃO
Quem move as mãos no serviço,
Foge à treva e à tentação.
Trabalho de cada dia
É senda de perfeição.
* * *
Meimei
(Mensagem do livro "Pai Nosso", recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier - Edição FEB.)
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