sexta-feira, 18 de setembro de 2009
IDOSOS E VELHOS
Você se considera uma pessoa idosa, ou velha? Acha que é a mesma coisa?
Pois então ouça o depoimento de um idoso de setenta anos:
Idosa é uma pessoa que tem muita idade. Velha é a pessoa que deixou de ser jovem.
A idade causa perda das células. A velhice causa a perda do espírito.
Por isso nem todo idoso é velho e há velho que ainda nem chegou a ser idoso.
Você é idoso quando sonha. É velho quando apenas dorme.
Você é idoso quando ainda aprende. É velho quando já nem ensina.
Você é idoso quando, de alguma forma se exercita. É velho quando apenas descansa.
Você é idoso quando ainda sente amor.
É velho quando só tem ciúmes e sentimento de posse.
Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida.
É velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.
Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs.
É velho quando seu calendário só tem ontens.
O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência. Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro. E é no presente que os dois se encontram.
Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos. Em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão. Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.
O idoso se renova a cada dia que começa; o velho se acaba a cada noite que termina.
O idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o sol desponta e a esperança ressurge. O velho tem sua visão voltada para os tempos que passaram.
O idoso tem planos. O velho tem saudades.
O idoso curte o que resta da vida. O velho sofre o que o aproxima da morte.
O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos. O velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.
O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e de esperanças. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega.
O velho cochila no vazio de sua vida e suas horas se arrastam sem sentido. As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso. As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade bem diferente no coração
GRUPO CONVIVÊNCIA 3ª IDADE
domingo, 24 de maio de 2009
por Mônica de Castro, em 8.9.08
A liberdade pode ser conceituada como o estado em que a pessoa vive e exerce a sua vontade sem restrições ou coações externas, seja de ordem física, seja de ordem moral. Todo homem nasce livre e vai, aos pouquinhos, se apegando a falsos e ultrapassados valores que vão aprisionando-o a suas próprias crenças. Para ter liberdade, é preciso ter também responsabilidade. O homem tem o seu livre-arbítrio. Por mais que não caia uma folha da árvore sem que seja da vontade de Deus, ainda assim, o livre-arbítrio acontece. Deus pode conhecer todas as nossas escolhas, mas nós, não. Para nós, é importante vivermos o livre-arbítrio, ainda que ele seja uma ilusão da divindade para impulsionar o nosso crescimento.Somos seres humanos em evolução, dotados de faculdades intelectuais e morais que se desenvolvem à medida que vamos encarnando e reencarnando. Hoje, somos mais do que selvagens, que agiam mais por instinto do que por vontade. Temos capacidade de compreender e de discernir, o que nos dá a liberdade de escolha de nossos próprios caminhos. Não temos o direito de escolher por ninguém. Por mais louváveis que sejam as nossas intenções, por mais que desejemos proteger o outro, é o outro que sabe o que é melhor para ele, não com a visão do aqui agora, mas com os olhos voltados para o futuro, para o crescimento da alma. E o que é melhor para a nossa alma, só nós é que estamos em condição de dizer.Vamos aproveitar a liberdade que Deus nos deu de fazer as nossas próprias escolhas e vamos usar essa liberdade com sabedoria. A desculpa da ignorância não nos serve mais, porque conhecemos, ou estamos em condições de conhecer, os resultados que nossas ações podem causar.Quando o livre-arbítrio é utilizado com respeito e ponderação, ele vai libertando a nossa alma, cada vez mais, dos grilhões da ignorância e vai fazendo diminuir, para nós, o nosso círculo de existências terrenas. Mas, ao contrário, quando ele é exercido de forma desmesurada, irresponsável e inconseqüente, vai acorrentando o nosso espírito às teias do comprometimento, fazendo com que nos tornemos prisioneiros da nossa própria teimosia e da ilusão passageira de vitória sobre a vida, a morte e Deus.